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Como seres humanos, somos todos diferentes. E mais: temos divergências. Divergências podem levar a confrontos, a conflitos. Entretanto, diferenças são essenciais para o desenvolvimento de pessoas e organizações. Assim, podemos dizer que conflitos são potencialmente saudáveis!

Como podemos tornar divergências, confrontos, conflitos construtivos? Levar a alma para permear as diferenças. Conectar-se com a realidade, os fatos. Reconectar com as fontes: o cliente e o impulso.

Conflito é muitas vezes visto como tabu nas organizações. Como consequência, ele é negado, suprimido por regras e atos de poder, tratado como um bombeiro apaga um incêndio para se livrar logo dele.

É preciso ir além do “apagar incêndio” e transformá-lo em oportunidade de desenvolvimento. Reconhecendo-o em tempo. Mantendo o foco no que está em jogo: os processos, a constelação de pessoas, a visão / convicção que está direcionando a situação.

É preciso ir além do “apagar incêndio” e transformá-lo em oportunidade de desenvolvimento.

Três perguntas podem ajudar:

  1. Qual é a dimensão externa e qual a dimensão interna?
  2. Qual é a pergunta que expressa a situação?
  3. Qual é o sentido que este conflito tem para nós

Organizar é cooperar. Cooperar é sobre ‘fazer a diferença’. Juntos somos diferentes. Cooperar é uma tensão constante entre: autonomia, dependência mútua e conexão. Cooperar é criar espaço em que juntos contribuímos para o todo a partir das diferenças. Cooperar é dar valor, desenvolver e direcionar diferenças: diferenciar e variar.

Sem pedir e de forma natural ‘ganhamos’ conflitos: a arte é torna-los construtivos. Conflitos construtivos, diferenças tensionadas, podem levar a desenvolvimento, inovação e maior eficácia. Conflitos destrutivos custam dinheiro e energia, levam a rigidez, estagnação e desconexão.

Conflito não é ‘um problema’ – a maneira com que lidamos com ele o torna problemático. O início é ter presença e agir num diálogo horizontal para diferenças poderem somar e integrar.

É bom reconhecer conflitos em tempo como sintoma de algo que pede atenção. E é preciso torna-los construtivos. O começo é uma ‘boa conversa’ sobre a importância de ‘sermos diferentes’ e de ‘fazermos diferença’.

Hermanus J Meijerink
Inspirado a partir de uma conversa com Bas Delleman – Holanda.

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