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Hermanus Meijerink

A pandemia está nos obrigando a buscar novas formas para trabalhar com o cliente e para conduzir programas de desenvolvimento. É um desafio grande, mas ao mesmo tempo traz novas conexões, que antes não imaginávamos possíveis. Assim diversos outros colegas abriram o campo de encontros e trabalhos inclusive em âmbito internacional e assim nossa comunidade de colegas IMO e de clientes se firmou mais e se tornou mais viva.

Desta forma tive uma experiência inesperada: a convite da minha sobrinha Monique, da Holanda, pude fazer uma contribuição para o Rotary Club do qual ela faz parte. Confesso que eu tinha um certo preconceito do Rotary ser antiquado e pouco prático. Mas fui agradavelmente surpreendido ao encontrar um grupo de ± 20 profissionais que juntos fazem um maravilhoso trabalho com jovens na região. Compartilhamos um pouco do meu caminho de vida e da minha descoberta que ao longo da biografia duas perguntas se tornaram cada vez mais presentes como temas de fundo.

A primeira é da realidade microeconômica: “Como uma empresa pode, ao mesmo tempo, assegurar excelentes resultados financeiros e cuidar bem do âmbito humano, social e ambiental em que está inserida?” Vejo que o desenvolvimento do modelo de gestão com equipes autônomos (UGBs) tem contribuído a dar uma resposta a esta pergunta. Diversos colegas IMO têm trabalhado sistematicamente com a experiência e desenvolvimento deste modelo. Confira.

Como uma empresa pode, ao mesmo tempo, assegurar excelentes resultados financeiros e cuidar bem do âmbito humano, social e ambiental em que está inserida?

A segunda pergunta é da realidade macroeconômica: “Qual alternativa faz sentido para substituir o atual modelo econômico mundial do neo-capitalismo, que causa crescentes e desastrosos problemas sociais e ambientais?” Alguns anos atrás conheci o modelo DONUT, desenvolvido por Kate Raworth, que define um espaço em que a economia deve ficar, um espaço entre dois limites: um piso do mínimo de vida digna que o ser humano deve ser assegurado e um teto do máximo que o planeta é capaz de se regenerar. Vale a pena ler o livro (“Economia Donut, uma alternativa ao crescimento a qualquer custo”) e assistir a entrevistas com Kate na Youtube.

Hermanus J Meijerink

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