Aquela frase não deixou de causar incômodo: “O empresário de Bauru é resistente e conservador, ele não se interessa por esse tipo de assunto”. Pronto! Estávamos todos desafiados! Será mesmo isso verdade? Assim foi o começo do café da manhã sobre Liderança Horizontal, promovido pelo IMO Brasil, ShareOffices e Boas Conversas, ocorrido em 16 de agosto de 2019, em Bauru.

A frase tinha vindo de uma pessoa que interage todos os dias com diversos empresários da cidade e foi contraposta por uma leitura abrangente sobre a evolução dos sistemas organizacionais. Como uma rede, é possível afirmar que também as organizações evoluem a partir de modelos centralizados, onde todas as conexões passam pelos fundadores, para modelos diferenciados, no qual criam-se lideranças de diversos tipos alocadas em departamentos, unidades e áreas, baseando-se naquelas “árvores de natal” conhecidas como estruturas hierárquicas. O próximo passo ainda está emergente. Poucas organizações já se arriscaram a superar modelos organizacionais hierarquizados; apenas algumas estão abrindo mão de “caixinhas” para procurar modelos mais orgânicos, ágeis e flexíveis. Essa história faz sentido tanto em Bauru, como em outros municípios do país e do mundo, não? 

Novos modelos organizacionais também requerem novos níveis de consciência dos seus líderes, daí a importância da Liderança Horizontal, como comentou Josefina Lepri Morandim, consultora do IMO Brasil. O IMO é uma organização internacional empenhada em ajudar organizações no seu desenvolvimento, promovendo a melhoria dos processos, a qualificação dos diálogo e o aprofundamento das conexões biográficas das pessoas envolvidas.

Josefina mostrou que quatro qualidades são essenciais para a liderança num ambiente em que o horizontal tem tanto peso quanto o vertical: inspirar, dirigir, desenvolver e intervir. Inspirar tem a ver com dar sentido, fortalecer um senso de propósito, com base em passado, presente e futuro. Dirigir tem a ver com dar rumo, senso de direção, com base em escolhas claras e referências preciosas. Desenvolver é “manter o mico nos ombros do outro”, desafiá-lo a aprender realizando e apoiá-lo na efetivação de um próximo passo no seu próprio crescimento. Intervir é agir na hora e na forma certa, influenciando nos processos, na alocação das pessoas e dos recursos e alinhando à visão correta. 

Fica claro que a Liderança Horizontal é construída passo a passo, a partir de perguntas e da atuação prática, não a partir de conceitos. O seu resultado é gente atuando com “brilho no olho”, autonomia e senso de responsabilidade, o que potencializa qualquer organização. 

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Quando já tínhamos comido alguns pães de queijo, a mesma pessoa do início causou surpresa em todos os presentes ao comentar: “Isso aí tem a ver comigo! Percebi que eu que tenho que mudar!”. Saímos inspirados pela sua presença.

 

O IMO Brasil vai iniciar uma nova turma do seu programa Master Internacional em Liderança Horizontal no mês de setembro de 2019, informe-se!

Antonio Luiz de Paula e Silva

 

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